Deputados estaduais criticaram a posição da assessoria da CBF, que censurou a presença de alguns órgãos de comunicação, o Midiamax um deles, nos treinos e no jogo da seleção brasileira contra a Venezuela, quarta-feira, no Morenão, em Campo Grande (MS) pela última rodada da Eliminatória da Copa de 2010.
O deputado Marquinhos Trad, do PMDB, achou “absurda” a medida. “Como pode isto, a gente atende tão bem o pessoal da CBF, e agora num evento mundial como é o jogo do Brasil, os sites da cidade ficam de fora”, questionou o parlamentar.
“Quem é que não clica no Midiamax e no Campograndenews, órgãos às vezes mais lidos do que a midia impressa para saber o que acontece no Estado? A CBF não poderia ter feito isto, que é humilhante e vexatório para nós. Isto só compromete a imagem de nossa imprensa”, protestou Trad.
Já o deputado Maurício Picarrelli, do PMDB, disse ter ficado “perplexo” com a determinação da CBF. “Como pode os sites daqui ficar de fora num evento que conta com a participação da imprensa nacional, estrangeira, como?” reagiu o parlamentar.
Por regra da CBF, os órgãos de comunicação interessados em atuar na cobertura dos jogos da seleção têm de buscar o credenciamento por meio do site da entidade bem antes da post_date do jogo.
Isto o Midiamax fez, mas os repórteres foram barrados ontem, dia do primeiro treino dos jogadores.
A explicação de JB, que identificou-se como o responsável pelo credenciamento da imprensa: só os sites nacionais foram autorizados e isso não ia mudar.
Desde a post_date que a CBF anunciou o jogo aqui em Campo Grande, diretores da entidade têm concedido entrevista ora para falar das reformas do estádio, ora para comentar o andamento das obras ou para anunciar os preços dos ingressos. Nestas ocasiões, a imprensa toda é convocada e o credenciamento não exigido.