O deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB) considera direcionado o fato de só depois de ele lançar programa na TV o Sindicato dos Radialistas de MS resolver, finalmente, com ajuda do Ministério Público Estadual, tomar a iniciativa de combater a prática de políticos atuarem em programas em rádio e televisão no estado já que a entidade ficou omissa por muitos anos, embora a prática seja moda há mais de década. Exemplo clássico é o próprio irmão do parlamentar, o ex-deputado Nelsinho Trad (PMDB), que lançou programa na TV depois de se eleger vereador e nunca foi incomodado até deixar o estúdio ao se tornar prefeito da Capital sete anos atrás.

– “A alegação do MP é que hoje existe uma enxurrada de candidatos às eleições do ano que vem com programa, mas, na verdade, isso não ocorre se comparado com eleições anteriores”, reclamou Marquinhos, ao conversar comigo. Lembrou ainda que, declaramente, só ele e o deputado Maurício Picarelli (PMDB) concorrerão à reeleição no ano que vem.

Estariam ainda na mira do sindicato o deputado federal Waldir Neves (PSDB), que pleiteia vaga no Tribunal de Contas do Estado e não disputará a reeleição, e os vereadores de Campo Grande Aírton Saraiva (DEM), Clemêncio Ribeiro, Paulo Siufi e Vanderlei Cabeludo (os três do PMDB). Nas eleições anteriores, a maioria destes se candidatou com programas em rádio ou TV e outros tantos, como a vereadora Magali Picarelli, Luís Fernando Fernandes (Povo na TV), Luiz Pedro Guimarães (Conexão Popular) etc.

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